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sábado, 20 de janeiro de 2018

Sacrofísica 3 - gravidade, o planeta e o seu interior.


Um desenho demonstrando como seria o interior do planeta Ghara.

     Você gosta de onde vive? Não? Tem emoções ambivalentes? Seja qual for a sua resposta, você deve ter sentimentos fortes sobre um ou mais lugares. No planeta Ghara, centro do cenário Atma, isto acaba por gerar gravidade. Pois a mesma é uma consequência de concentração de prana, não massa como no mundo real. Isto permite que hajam asteroides "vivos*" com gravidade igual a de um planeta, ou planetas desolados onde pedaços enormes se desprendem e flutuam.

     O planeta tem gravidade porque ele tem uma alma, resultado dos sentimentos diários de um bilhão de mortais sobre a sua superfície e interior. O propósito cósmico de planetas como Ghara é criar um espaço apropriado para mortais. Por isto, a alma do planeta** torna a gravidade, e diversos outros fatores, uniformes no seu interior. O interior do planeta não é todo sólido, mas inclui: cavernas tão vastas que possuem nuvens; pilares rochosos que sustentam nações inteiras na superfície; mares iluminados por relâmpagos telúricos; redes de magma cruzando o planeta, como artérias***; o acúmulo de prana puro no centro, letal ao olhar de tão brilhante; florestas de plantas semicristalinas**** e cogumelos**** luminescentes; vermes colossais escavando novas galerias, assim como pequenos carbuncos que se nutrem com os cristais preciosos deixados em seu rastro. Mesmo os anões de Kurskgrad só exploraram uma fração deste espaço. Incontáveis gerações de seres e muitas civilizações podem existir sob os pés do mundo conhecido. Em teoria, alguém poderia adentrar um fosso sem fundo e sair do outro lado do planeta. Quem se dispõe a testar isto?

*Portando um nexo, que é uma alma ligadas a tantas linhas de ley que se torna algo maior na escala cósmica, um núcleo da malha de ley local. Nexos podem ser espíritos, deuses menores, aventureiros poderosos, árvores antigas e muitas outras formas. Muitas cidades possuem os seus próprios nexos. Estas entidades podem, caso desejem, se comunicar com mortais. Isso abre a possibilidade de que se negocie acesso à malha de ley. Dois benefícios deste acesso são: poder se teleportar através da malha; ou viajar dentro da mesma para resgatar a alma de um companheiro morto. Isto, mais o ritual adequado, permite que se ressuscite alguém.

**Adorada de inúmeras formas: espíritos regionais, deuses da terra, Corallin etc.

***Os kurskianos pensam nos rios subterrâneos como veias. Quando água e magma se encontram, geram tremores e até terremotos.

****As fontes de energia destes seres vivos são a radiação do prana (pranotrófico), magnetismo (magnetrófico), calor (termotrófico) e rocha (litotrófico). E assim formam a base dos biomas subterrâneos, tão diversos e únicos quanto os acima da terra.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Sacrofísica 2 - Criação da sacrofísica e fundação de Abalm

Uma coisa sobre o grande Vexille, é que, bem, como-é-que-digo-isso, ele era ingênuo. Muito ingênuo. Ele sempre tinha boas intenções, mas não planejava bem como chegar nelas. Só que ele conseguia assim mesmo. Uma vez, duas vezes, diversas vezes. E ele chegou em um ponto em que havia realizado façanhas poderosas, ajudado a derrotar os nefilims e tudo o mais. E ele viu o arquipélago onde os nefilims haviam consumido e desmantelado o que havia, e decidiu que iria repará-lo. Mais uma vez, boas intenções misturadas com uma certa falta de noção do desafio. Só que, agora, ele era uma das pessoas mais poderosas do mundo, capaz de realizar suas maiores ambições. Mas enquanto Lucian e outros queriam conquistar e obter mais e mais, ele quis restaurar o que estava ruim.

E assim, mais uma vez, Vexille, sem saber, conseguiu reparar uma ferida no planeta que poderia tê-lo destruído. Descobriu que os nefilins queriam comer as próprias linhas de ley entre as pessoas, e através do rombo que eles deixaram, conseguiu acessá-la, ver como aquilo poderia facilitar futuras invasões. E simplesmente pensou que, se o problema era a falta de relações, bastava trazer pessoas. Imigrantes sustentados pelo poder bruto dele, costurando os rasgos na realidade apenas se encontrando, tendo brigas e paixões. Magos ostentando cicatrizes, comerciantes interessados em explorar essa rede para sustentar uma nação sem recursos, e sacerdotes marcados pelo horror da invasão. Fundaram uma cidade, transformaram a fenda efêmera deixada pelos nefilins em uma rede mágica de comunicação e transporte por toda Ghara. Tornaram-se intermediários de mercadorias, pessoas, ideias e valores. Criaram usinas onde a água marinha é separada em sal puro, água e magia, e assim exportaram sal, sustentaram seu povo, e fundaram a região mais fortemente mágica de Ghara, Abalm.

Codificaram o que Vexille aprendeu na sacrofísica, e com ela criaram sacrocomputadores, a raça gasosa welkiin, as leyships, e finalmente o elevador orbital que conduz até o Anel de Ghara, onde mineram adamante, lutam contra Orlem, eliminam infestações de nefilims e estudam como manufaturar sonhos. Chamaram a rede que descobriram de Malha de Ley, o que corre nela de prana, e descobriram que no fundo do mundo, gostar do seu vizinho altera a realidade. Que cada alma e cada sentimento é filtrado no interior do Sol, o mana excedente levado e disseminado pela Lua, e que os níveis divinos da Criação são tão vivos e dinâmicos como o oceano. Desculpa, eu falei besteira: o oceano é que um equivalente fraquinho da vida e dinamismo da Criação.

Imagine tudo isso, só por que alguém passou pelo horror e achou que precisava ser melhor. Eu, eu, eu... Desculpa, eu fiquei meio emocionada, é que, sabe? Lembro-me que ele disse uma vez para alguém reclamando que o mundo não era justo. Ele respondeu: Com certeza não é. Por isso que as pessoas precisam ser .

Abalm é isso. Entre tantas chances das coisas darem errado, em um único caso, elas deram certo, muitas e muitas vezes. Talvez depois de sofrer o pior, nefilins e pragas e Neftul, Ghara reagiu e fez o seu melhor, não sei. O que eu sei é que chegamos. Espero que aproveite a sua estadia, a maga aqui é especialista em implementar maldições terapeuticas.

-Camilla Gulval, gondoleira-aprendiz na metrópole de Abalm.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Sacrofísica 1 - nomes, almas, linhas de ley e prana.

A malha de ley do planeta Ghara.


     É difícil pensar em algo sem dar um nome a isso. Sem um nome, como diferenciar algo de coisas parecidas ou iguais? Mesmo que seja um nome que você deu e só você saiba, nomear é preciso. Então aquilo se torna um conceito próprio, ganha identidade. Por exemplo, uma ilha com rochas afiadas sendo chamada de "Recife das Lanças" onde barcos naufragaram. Os sentimentos neste caso são de temor e raiva, mas tão válidos quanto amor e desejo. Estes sentimentos geram algo chamado "linha de ley", uma ligação etérea entre o ser que sente algo e o alvo destes sentimentos. Através desse elo flui prana, o elemento primordial* criado pelos sentimentos de alguém. Quanto mais fortes e ambivalentes forem os sentimentos, maior o fluxo de prana. Quando algo recebe uma quantidade suficiente de prana, este último se organiza em uma alma**. Tudo o que tem alma adquire consciência*** e sentimentos. Isto inclui o Recife das Lanças, o próprio planeta Ghara, todas as pessoas e até os deuses.

     Agora pense em quantas coisas você sente algo a respeito. Se você fosse um personagem em Ghara, tudo isto formaria inúmeras linhas de ley****. E isto vale para tudo o que teria uma alma. Esta complexa rede de linhas de ley é o que chamamos de "malha de ley". Através dela, o prana gerado por sentimentos flui até o Sol, que existe para refinar o prana "bruto" nos outros elementos: ar, terra, fogo e água. O Sol também cria prana puro: uma parte é reservada para criar novas estrelas e planetas que acomodem mais almas; o restante se torna luz solar.

     Todo o universo conhecido, chamado "Criação", funciona desta maneira desde que foi criado por EL, uma entidade que não existe mais. No lugar dela, agora existem os Arquétipos, modelos que uma entidade deve seguir para ser um dos deuses maiores.

*Os outros sendo ar, terra, fogo, água e mana.

**Pode-se pensar em uma alma como uma linha de ley formando um nó. Só que o nó é tão complexo e extenso que codifica a identidade, memórias, sentimentos e até características fisícas do ser correspondente. Tal código é chamado "Holonograma Prânico", ou HGP. No cenário, isto substitui o DNA. As coisas são mais estranhas do que possam parecer à primeira vista em Atma.

***Existem duas exceções: diabos, chamados de Diinferi, e demônios, chamados de Nefilims. São parasitas cósmicos, sugando prana da Criação. A razão para preferirem almas é porque são uma concentração de prana puro, mas existem nefilims capazes de absorver o prana ambiente, assim como outros elementos. Regiões áridas sobrenaturais como as Terras Inquietas são lugares que nunca se recuperaram do que os nefilims fizeram quando invadiram Ghara há mais de quinhentos anos.

****Este nome foi dado pelo Lorde Tristan Vexille. Usando uma fenda na realidade deixada pelos nefilims, situada no Vale de Ley na atual Abalm, ele pôde investigar a malha de ley e desenvolver os conceitos explicados acima. Os avanços tecnomágicos e prosperidades abalmianas decorrem desta pesquisa.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Planos dão errado - o tema universal do cenário Atma

     Já nos perguntaram quais são os temas do cenário. Afinal, uma obra de ficção precisa de elementos que a distinguam de outras, que a tornem memorável ao público. Nós nem sempre soubemos como responder, tanto por despreparo quanto por achar que o cenário é capaz de abordar muitas histórias e situações diferentes, tentando ser abrangente por mais tolo e impossível que isso possa soar. Mas há algo que é universal à experiência humana, à nossa vida como pessoas e autores, e presente no cenário do começo ao fim, em todas as suas facetas.

     Atma é uma sucessão de planos que deram errado. Nada ali é como foi planejado pelas entidades capazes de afetar a Criação, desde o seu Criador quanto àqueles que se opuseram a ele.

     Qualquer aspecto importante exibe isto. Por exemplo, os Nefilim. Eles nunca deveriam ter sido uma ameaça, ou sequer terem existido. Eles estavam presos, mas a entidade chamada Gênesis os libertou para servi-lo. Senão já teriam morrido no Abismo, como era planejado por aqueles que os colocaram lá. E os pré-Nefilims foram trancados no que era basicamente uma lixeira cósmica porque eram deformações a serem removidas para arrumar a bagunça que a Criação havia se tornado em seus primórdios, bagunça esta resultado de uma rebelião por seres chamados Lemurianos, tentando tomar a Criação de seu Criador, EL.

     EL foi a força que desenvolveu tudo a partir de suas reservas de energia. Brotando de sua semente (cujo tegumento era O adamante), ele floresceu e cresceu a si mesmo em sóis e planetas que pudessem sustentar vida, para que esta pudesse gerar almas, e, das relações (chamadas linhas de ley) entre as almas, surgisse o elemento vital chamado Prana, o sexto elemento do qual se cria tudo e todos. EL e a Criação eram praticamente indistinguíveis assim como uma consciência é inseparável do respectivo cérebro. Os sentimentos e o prana que fluem nas linhas de ley eram os caminhos do “sistema nervoso” de EL: cada paixão, suspeita e fúria serviam como equivalentes divinos do impulso elétrico que um neurônio envia a outro. O excedente de prana que as incontáveis almas produziam era levado às refinarias da Criação, melhor conhecidas como estrelas ou sóis. Ali, prana bruto se tornava prana puro, o qual era usado de várias formas: um tanto por EL para crescer, se desenvolver em novos sóis e planetas; uma parte era mandada de volta às almas para alimentá-las e perpetuar o processo, a luz natural do sol que banhava Ghara e sustentava vida; a parte que banhava a Lua era transformada no quinto elemento, mana, e enviada a Ghara através da relação entre a gravidade lunar e o mar; um restante era convertido nos quatro elementos, ar, terra, fogo e água assim como o Sol do planeta Terra cria ferro, oxigênio e carbono.

     Mas EL não era onisciente ou infalível. Para apressar este processo, estabeleceu uma arquitetura fractal na Criação, fazendo com que diferentes áreas e camadas se afetassem mutuamente e fossem perfeitamente administráveis, a ponto de que nenhum detalhe lhe escapasse, nenhuma alma agisse por vontade própria mas seguisse o devido Destino planejado por EL. Também criou duas raças capazes de hospedar almas tão poderosas que após morrerem, apenas uma delas poderia ser reciclada e reencarnada em até vinte outras almas: os Dragões e os Lemurianos, coexistindo no primeiro planeta criado por EL, Ghara. Os primeiros eram quase iguais aos que existem atualmente: com dotes físicos e mágicos que vinham naturalmente com o tempo, quase alheios à natureza porque podiam afetá-la sem serem afetados em contrapartida. Já Lemurianos eram humanoides mais fracos, inteligentes e com três metros de altura mas precisando aprender a ser mais do que isso. Insatisfeitos ao se compararem aos Dragões, acumularam experiência e conhecimento até progredir além.

     Por mais inteligentes e poderosos que fossem, tanto os Lemurianos quanto os Dragões desconheciam o que acontecia após a morte: de como um indivíduo era dissolvido até renascer em dez, quinze, vinte outros seres nos planetas da Criação, ou de como as grandes paixões e desafetos que tanto motivavam conflitos entre Lemurianos e Dragões alimentavam as fornalhas divinas a ponto de produzirem planetas inteiros. A Criação cresceu e ficou mais complexa, exigindo um intermediário entre almas e EL – nexos. Qualquer pessoa ou lugar, desde que fosse concebível ou imaginável, podia ser alvo de uma linha de ley, assim como os sentimentos e prana da mesma. Até uma rocha que viesse a receber atenção suficiente poderia acumular prana, e até eventualmente desenvolver uma alma e uma consciência rudimentar. E qualquer alma que fosse alvo de linhas de ley suficientes até atingir um certo patamar de prana e sentimentos se tornaria um nexo, algo não mais mortal mas nem exatamente divino, um entreposto para que o prana bruto seguisse até as estrelas. O próprio planeta Ghara, importante como era para tantos seres, rapidamente eclodiu uma enorme alma, uma consciência difusa e o grande nexo planetário que ligava tudo em sua superfície ao Sol. Por sinal, o Sol e Ghara tem até hoje sentimentos tão fortes a totalidade do um bilhão de almas que vivem em Ghara em 1415 AI.

     Como disse, EL não era onisciente ou infalível, e era até apressado. Uma microfratura surgiu no nexo planetário de Ghara. Talvez fosse a única, ou talvez houvessem milhões delas. Tão minúscula que era absolutamente imperceptível, exceto para as artes de microengenharia lemurianas. E como os lemurianos nem sabiam fazer algo sem utilizar magia, eram capazes de ver e manipular mesmo algo invisível e imaterial como uma ruptura na alma de um planeta. O lemuriano pôde visualizar o que havia lá dentro. Viu almas sendo estilhaçadas em seres patéticos, as proezas e memórias de sua raça virando adubo para EL. Não sei quais palavras fariam jus à intensidade do choque, mas foi como filhos e filhas sentirem a traição de seus pais.

     Após discussões, brigas e guerras, os lemurianos chegaram à decisão de se rebelar contra EL. A própria microfratura era a chave. Como uma falha na própria Criação, era invisível para EL, imune ao Destino. Os lemurianos a reproduziram e usaram-na para esconder as suas intenções, como armaduras contra o poder divino, como portas de acesso ao prana puro refinado pelo Sol. Através de nexos artificiais chamados Niveladores, construtos humanoides com quilômetros de altura capazes de acomodar toda a raça lemuriana, absorveram prana, transmitiram falhas que a própria arquitetura fractal cósmica multiplicava por todo o corpo de EL. A meta era nada menos que a completa subversão e metamorfose da Criação, e portanto EL, em algo sob o seu controle. As únicas palavras que fazem jus ao choque de EL é que foi como um pai e uma mãe serem traídos por seus filhos.

     A primeira reação de EL foi prometer aos Dragões que nunca mais precisariam reencarnar em seres menores, caso O ajudassem a enfrentar os Niveladores, cuja existência era algo à parte da Criação, invisíveis e blindados de tal forma que EL não podia interagir com eles. Os Dragões receberam algo equivalente aos Niveladores, as Montanhas Sagradas Dracônicas, construções titânicas que receberiam as suas almas e as reencarnariam apenas em corpos dracônicos.

     Podemos dizer isto da guerra entre Dragões e Lemurianos: Ghara tem um continente a menos do que deveria ter; o sistema solar ghariano tem um planeta devastado; e o anel ghariano passou a existir quando o Nivelador chamado Gigas Adamantos explodiu na órbita de Ghara; os poços de fel que fomentam a guerra centenária entre Neftul e Technogestalt são as feridas pelas quais Niveladores sugaram prana do nexo planetário.

     EL e os Dragões conseguiram uma vitória com a amargura que se sente quando um potencial se torna impossível. Os Niveladores que restaram foram desmantelados ou escondidos pelos Dragões. Os Lemurianos foram arrancados de seus construtos e sentenciados por EL à desintegração conceitual. Os fragmentos desta punição são os ancestrais dos humanos, gigantes, halflings e anões. Exceto pelos humanos, cada uma destas raças herdou uma fração da essência lemuriana. A Criação sofreu danos e perdeu pedaços, tanto de partes mundanas, como animais e planetas, quanto de partes divinas como linhas de ley e estrelas. Criaturas deformadas e acidentais foram simplesmente recolhidas e presas dentro da maior das falhas geradas pelos lemurianos, guardadas por agentes divinos que encararam aquela cova demoníaca batizada de Abismo até ela encarar de volta. Apesar disso, as criaturas famintas e definhadas lá estavam condenadas a morrer, como o planejado, até Gênesis destrancar os portões, nomeá-las Nefilim e mostrar-lhes toda a comida e diversão que havia do lado de fora.

     Enquanto isso, o estado da Criação obrigou EL a fragmentar a própria consciência em aspectos universais a todas as almas, os Elohim – Amante; Guerreiro; Herói; Criança; Lua; Mãe; Mártir; Morte; Sábio; Servo; Soberano; Sol; e Viajante. Estes arquétipos divinos eram responsáveis por curar e manter a Criação, cada um focando a sua atenção no seu respectivo domínio.

     O Plano Original falhou, mas estas mudanças poderiam restaurar o que foi perdido e até permitir que EL tentasse crescer e se desenvolver de novo, desta vez com paciência. Foi aí que os planos deram errado mais uma vez, mas isso fica para outra ocasião. 



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