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quarta-feira, 7 de março de 2018

Gigante grouro


https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6c/The_giant_Antaeus_carries_Virgil_and_Dante_to_the_Ninth_Wellcome_L0047441.jpg/627px-The_giant_Antaeus_carries_Virgil_and_Dante_to_the_Ninth_Wellcome_L0047441.jpg


     Os grouros usam gigantes para trabalho e guerra, arando campos, operando guindastes e máquinas de guerra. Para alguns, essa relação é de entre homens e animais domados. Para outros, uma aliança de benefício mútuo. Seja qual for a opinião, os resultados são evidentes: pólis inteiras são erguidas de forma magnífica pelos gigantes, com quase nenhuma supervisão humana. Os gigantes são lentos em corpo e mente, mas tem um esmero e força que compensam. Em batalha, manejam máquinas de guerra (aríetes, trabucos etc) e servem como muralhas vivas com escudos enormes. Os mais ágeis são treinados no uso de fustíbalos gigantes, tornando-se na prática mangonéis que podem se defender e mudar de posição com rapidez.

Grouro Giant (staff sling)

Huge giant, neutral

Armor Class 15
Hit Points 105 (10d12 + 40)
Speed 50 ft.

STR DEX CON INT WIS CHA
  18 (+4)   14 (+2) 19 (+4)   8 (-1)   10 (0)   8 (-1)

Skills Perception +2
Senses passive Perception 12
Languages Giant, grouro*
Challenge 5

  • Builder, not a fighter. A grouro giant has proficiency with either mason's, carpenter's, smith's, cobbler's tools or painter's supplies, as well as a size-adequate tool kit. 

  • Grouro of the giant-handler guild. A grouro giant has a human master on its back, which may provide a Help action every turn. This master has CA 18 and 30 hit points. A grouro giant without its master gains exhaustion level 3.

  • Big hands. If a siege machine is said to take two actions to be operated in a certain way, a grouro giant accomplishes it in one. For example, a grouro giant spends one action to load a mangonel, one action to aim it and one action to fire it.

ACTIONS


  1. Spear. Melee Weapon Attack: +7 to hit, reach 15 ft., one target. Hit: 11 (2d6 + 4) piercing damage.
  2. Staff sling. Ranged Weapon Attack: +5 to hit, range 200/800 ft., one target. Hit: 29 (5d10 + 2) bludgeoning damage. 

Grouro Giant (tower shield)

Huge giant, neutral

Armor Class 20
Hit Points 105 (10d12 + 40)
Speed 50 ft.

STR DEX CON INT WIS CHA
21 (+5) 8 (-1) 19 (+4)   8 (-1)   10 (0)   8(-1)

Saving Throws Dex +4
Skills Perception +2
Senses passive Perception 12
Languages Giant, grouro*
Challenge 5

  • Builder, not a fighter. A grouro giant has proficiency with either mason's, carpenter's, smith's, cobbler's tools or painter's supplies, as well as a size-adequate tool kit. 

  • Grouro of the giant-handler guild. A grouro giant has a human master on its back, which may provide a Help action every turn. This master has CA 18 and 30 hit points. A grouro giant without its master gains exhaustion level 3.

  • Big hands. If a siege machine is said to take two actions to be operated in a certain way, a grouro giant accomplishes it in one. For example, a grouro giant spends one action to load a mangonel, one action to aim it and one action to fire it.

  • Living Wall. A grouro giant (tower shield) provides three-quarters cover to itself and any allies adjacent to it (included on its CA and dexterity saving throws)

ACTIONS

  1. Spear. Melee Weapon Attack: +8 to hit, reach 15 ft., one target. Hit: 11 (2d6 + 4) piercing damage.


*Italiano da vida real.

domingo, 22 de outubro de 2017

Promachoi

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4f/Anatolian_Soldiers_of_Xerxes_army.png

Primeiros a sangrar, últimos a morrer.



     O título dado a todos os civitas que participaram de dez batalhas. Um promachoi se torna um soldado exemplar, lutando na primeira fileira e caso necessário, se sacrificando para os demais se retirarem. Também formam uma elite política: o voto de um grouro é multiplicado pelo número de batalhas em que participou. Um único promachoi vale tanto ou mais que dez grouros comuns, e um pequeno grupo deles pode decidir uma eleição. A sua habilidade é recompensada com uma panóplia de bronze grouro, superior a alguns aços, e um escudo adornado com prata. Todos são heróis aos olhos da Lega Groura.




Praetus

     Uma das contradições que definem Grória são as duas facções políticas: os civitas representam o grouro tradicional com que os nortenhos estão acostumados. Já os pretorianos são como um reflexo distorcido: barulhentos, agressivos e seguidores dos mistérios pretorianos, um misto de culto religioso secreto e sociedade guerreira exclusiva. Eles adoram Idura como um deus e o maior dos Ancestrais, um conjunto de espíritos que também representa a terra groura. Os sacerdotes do culto, chamados Antica Praetus, vivem isolados em Termessos, a cidadela montanhesa pretoriana.

     Em combate, são uma contraparte selvagem do estilo grouro tradicional: avançam com rapidez ao invés de defender; respondem a ferimentos com gritaria ao invés da determinação estóica; mordem escudos no lugar de usá-los para defender o soldado à esquerda; fúria individual em vez da disciplina da falange; lutam para matar os inimigos enquanto um grouro honrado luta para defender Grória. Os pretorianos clamam que a sua fúria não é uma perda de controle, mas eles estão cedendo ao controle de outros: os ancestrais que vivem no sangue de todo grouro, na terra em que vivem. É fato comum em Grória eles próprios se cortam para ganhar mais poder de luta.

     O equipamento pretoriano foi adotado das tribos bárbaras locais, quase extintas durante a colonização groura. É feito tanto para combate quanto para escalar: o machado epsílon tem uma lâmina em um lado e espigão no outro; os punhais são praticamente estacas com empunhaduras; as sandálias tem sola espinhenta para subir rocha e eliminar inimigos caídos; cordas são mais importantes do que armaduras, que se resumem a uma coracina de bronze que também serve de tijela. Os elmos pretorianos tem a crista groura, mas também incluem rabos de cavalo e um ou dois pares de chifres.


     Essa indisciplina se reflete até nas suas reuniões: assim como em Grória, refeições são coletivas. Mas enquanto um refeitório grouro é uma oportunidade para discussão política e negociação, anticanos consomem mais e mais bebida, só parando quando a inevitável briga acontecer. As mesmas podem acabar com risos, ou o coração de alguém trespassado por uma azagaia.

     Grouros tradicionais reverenciam o leão montanhês como um símbolo de Idura, evitando ferí-lo mesmo quando ataca rebanhos. Já os pretorianos caçam esses animais, usando a pele e juba como adorno.

Termessos, Ninho das Águias

     Termessos foi fundada por um pretoriano, Bellerophon, expulso de sua pólis por ter matado um compatriota grouro da facção civitas em um duelo.  Após descobrir que haviam parentes vingativos esperando-o nas saídas da cidade, ele resolveu escalar os rochedos que sombreavam a mesma. Assim ele descobriu a plataforma natural onde havia um bosque denso e uma nascente. Pretorianos acreditam que aquele foi o último refúgio de Idura quando o seu império desmoronou, e que itens pessoais dele estão escondidos nas proximidades.

    O exilado trouxe outros ali, onde construíram uma cidadela inexpúgnável onde trinta poderiam defender-se de três mil. Ela foi erguida em três terraços talhados ao oeste do antigo bosque, agora uma fazenda capaz de sustentar duzentas pessoas. A mesma está conectada à cidadela por uma caverna que dá no prédio do terraço superior. Não há muralha, pois chegar a qualquer parte de Termessos envolve escalar rochedos íngremes. Os prédios nos terraços tem janelas amplas e colunas ornamentadas, mas estas partes abertas ficam acima de dois andares de paredes de pedra, sem fendas ou alcovas.

     Uma rede de cavernas sob a cidadela abriga Antica Praetus: os sacerdotes de Idura, guardiões dos Mistérios Pretorianos e da caverna onde guerreiros dignos entram em contato com o espírito de ancestrais, e assim adquirem "Ira Sanguigna". Esta é a fúria sobrenatural única dos pretorianos: brota ao primeiro ferimento que recebem, cresce conforme perdem sangue e até torna-os capazes de aliviar as feridas derramando o sangue dos outros. Entre os artefatos escondidos ali, estaria o elmo leonino que Idura usou durante as suas conquistas.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Rio de Fogo

Uma das jangadas comunais goblinóides que ocasionalmente ancoram em bancos de areia para comércio com imperiais.



       O maior rio de Sarba, e talvez do planeta. O nome vem da história komatai de como um terremoto antigo criou uma nascente com águas ferventes e vermelhas. A mesma fica na parte noroeste das terras altas goblins, onde, apesar da atividade vulcânica, eles extraem grandes volumes de ferro. Um dos traços mais curiosos do Rio de Fogo é como ele não tem cataratas. O mesmo barco pode partir de um porto grouro e chegar à costa nanpuuniana, embora poucos façam a viagem inteira.


Equivalente nanpuuniano da caravela de guerra.
Filibote abalmiano.
     São mais de sete mil quilômetros desde a nascente até o delta no Golfo Selvagem, boa parte disto tendo de duzentos a mil metros entre uma margem e outra. Para o Império do Norte, o rio é a fronteira entre a civilização e a barbárie, isolando-os dos dinossauros e tribos ao sul; Para os goblinóides, a barreira que isola os herdeiros do maldito império amaranto que escravizou os seus antepassados. Ainda assim, existe comércio entre as margens norte e sul na metade mais alta. Isso tanto resulta em tribos com traços civilizados e grandes números de hobgoblins na região Feídr, quanto uma pirataria crônica que hora melhora, hora piora. Esse é um grande problema para os grouros, que usam o rio para chegar ao oceano e daí até Nanpuu. Galés mercantis gigantescas vão se encontrar com juncos nanpuunianos e filibotes abalmianos em Vexland, uma colônia portuária abalmiana no Golfo Selvagem administrada pela Sarbean Amber Company. Este porto seguro em meio aos conflitos tribais é um território neutro e cosmopolita onde muitas tribos, sultanatos e nações negociam desde âmbar e marfim de narval a estegossauros e seda.


     Centenas de regiões pantanosas abrigam literalmente milhares de embarcações goblinóides. É normal os cascos, e às vezes tesouros, serem submersos em águas insalubres que preservam a madeira. Cada chefe é ao mesmo tempo capitão de pelo menos um drakoi. Este último que pode servir para expedições de socorro, aventuras, captura de escravos, comércio e pirataria. E às vezes tudo isto, em uma única jornada que determina o futuro da sua respectiva aldeia.  
As cheias constantes criam e desfazem bancos de areia, ilhotas e as margens do rio. Algumas áreas são labirínticas até para os locais.

Também existe um número menor mas substancial de comunidades umóks que também se dedicam à pesca, pirataria e comércio.

      Em contrapartida, o império do norte mantém uma frota fluvial que incluí galés de perseguição, drakois capturados, baterias de canhões flutuantes e baronatos que funcionam como portos fortificados e armazéns de suprimentos para manter tudo isto.

       Alguns registros antigos contam que a extinta metrópole de Amaranta, capital do império de mesmo nome, ficava nas margens de um rio chamado Aequínia. Geógrafos da Universidade Imperial acreditam que este curso d'água seja um entre inúmeros afluentes do Rio de Fogo, nas profundezas do território komatai. Expedições da Cidadela-Museu Diatír, corsários imperiais e aventureiros patrocinados pelos Mercantes da Aventura já partiram para encontar ruínas de mármore que podem esconder golens de cerco e tribos komatai antigas. Os que voltaram, o fizeram de mãos vazias.

Lysimachos, uma das enormes galés mercantis grouras, apresentada aqui antes da reforma que acomodou diversos gigantes remadores e reduziu a tripulação a apenas mil tripulantes. Verdadeiras cidades flutuantes, estas embarcações tanto mantém um comércio interno quanto param em dezenas de portos a caminho de Vexland.

sábado, 30 de setembro de 2017

Lega Groura


 

O Supremum Luxus atual é Khrax Romnus.


     Grória se contradiz em sua cultura, povo e geografia. Valorizam guerra e comércio, mas negam servir como mercenários. Seu povo sempre está preparado para lutar, mas nunca participaram de guerras notáveis. Sua geografia consiste de vales agradaveís e férteis, separados por elevações rochosas brutas e sombrias. Mas para um grouro, estes são fatos naturais e dignos de orgulho, tão complementares quanto o dia e a noite.

     A nação existe em um planalto rodeado por montanhas, subdividido em uma multitude de cânions curvos, onde se concentram plantações alimentadas por inúmeros riachos nascidos de fontes e cascatas das cordilheiras circundantes. Estes cursos d'água se acumulam ao sudeste, onde formam a Garganta do Titã, uma cortina de cataratas donde nasce o Rio do Fogo. A rocha local é quase toda constituídas de colunas poligonais de basalto e mármore, tão precisas e simétricas a sugerirem a ação de escultores ciclópicos. Cada cânion pertence a uma cidade-estado, as chamadas pólis. Apesar do nome, algumas são na realidade muitas vilas esparsas que se unem para se fazerem ouvir frente às pólis mais prósperas e urbanas.

       Grória produz grandes quantidades de trigo, amaranto, arroz, uvas, linho e olivas em campos de fertilidade extraordinária. A maior parte do gado é constituído de ovelhas e cabras. As montanhas são ricas em ferro, cobre, ouro, estanho e zinco. Cavalos são um luxo valorizado apenas em algumas pólis. Para o império do norte e Nanpuu, exportam ferro, arroz, vinho e azeite, assim como artesanatos de bronze, desde estátuas a armaduras valorizadas por quem enfrenta orcs. Enquanto artesãos élficos e anões se esmeram em fazer itens duradouros e excelentes, grouros fabricam grandes quantidades com bom custo-benefício.

     Lega Groura é uma democracia militar. Todo cidadão adulto pode votar, mas o valor do voto é multiplicado pelo número de batalhas em que alguém lutou e pelo menos três grouros testemunharam de acordo. Os dois partidos, civitas e praetus, consistem de grupos de guerreiros que reconhecem as batalhas uns dos outros. Os votos acumulados nestas facções são mais decisivos do que diversas pólis juntas. O guerreiro mais experiente e portanto, com voto mais valioso dos civitas e dos praetus é nomeado cônsul, tendo igual poder sobre questões como decidir campanhas, intermediar disputas entre pólis, organizar as competições nacionais e exilíos. Para impedir que toda Grória fique paralisada por uma divergência entre os cônsuls, existe o Supremo Lux: o juiz supremo, um veterano reconhecido e respeitado por ambas as facções, geralmente o guerreiro com mais batalhas reconhecidas em toda Grória. Espera-se que o Lux se abstenha de votar em quase todas as questões, manifestando a sua opinião apenas quando um desempate é necessário.


https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cf/Br%C3%B6stharnesk_av_f%C3%B6rgylld_bleckpl%C3%A5t%2C_1700-talets_slut_-_Livrustkammaren_-_107076.tif/lossy-page1-350px-Br%C3%B6stharnesk_av_f%C3%B6rgylld_bleckpl%C3%A5t%2C_1700-talets_slut_-_Livrustkammaren_-_107076.tif.jpg





    A necessidade de lutar para ser valorizado e manter a posição política torna esse sistema competitivo e eficaz em manter os promachoi. Estes são um grupo de veteranos bem equipados com as melhores armas e armaduras de bronze grouro.








Um guerreiro grouro vale por dez pessoas...

Dentro e fora do combate.

-Expressão local.