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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Dinheiro Imperial


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O senador Antonius Cupro foi o responsável pelo sistema financeiro imperial atual, através de reformas introduzidas cem anos após a fundação do Império do Norte. Alguns polímatas afirmam que só após o estabelecimento de um sistema monetário unificado é que os vários ducados (em sua maioria antigos reinos) tornaram-se um império de fato, devido à facilitação do comércio interfeudal. Essa prosperidade comercial também levou ao estabelecimento da Liga Comercial Leste, primeira de muitas guildas e companhias de comércio imperiais. Atualmente, devido à Guerra das Revanches, as moedas de ouro imperiais vêm sendo cunhadas com um teor de ouro inferior inferior a seu valor monetário, mas ainda aceitável pela população. Contudo, cambistas definem as suas trocas de acordo com o teor de metal precioso.

Escambos, pagamentos e impostos em espécie ocorrem o tempo todo, em pequenas e largas escalas. Na pequena escala, o sacerdote da aldeia recebe presentes e donativos dos aldeões, tanto para realizar sacrifícios quanto para alimentar a si e sua família. É provável que o único habitante a usar moedas de prata seja o chefe da aldeia, que muitas vezes também administra o armazém local e vende os excedentes da comunidade. Em um grau muito mais elevado e complexo, Noster Amaranthi recebe centenas de balsas de grãos e outros alimentos para manter o seu um milhão de habitantes alimentados todo ano, e isto representa uma fração substancial dos impostos que os ducados pagam ao senado. 

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Moedas de cobre
  • Numo: moeda com 1 grama de cobre a 2,5 quilates, valendo um valorum.
  • Pentanumo: moeda com 5 gramas de cobre a 12 quilates, valendo cinco valorum.
  • Decanumo: moeda com 9 gramas de cobre a 23 quilates, valendo dez valorum.
A moeda menos valiosa, mas importante para o dia a dia do império, em pequenas transações. Cidades e barões podem cunhar essas moedas.


https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d1/Saluto.jpgMoedas de prata
  • Terço de denário: moeda com 3 gramas de prata a 8 quilates, valendo trinta valorum.
  • Meio denário: moeda com 5 gramas de prata a 12 quilates, valendo cinquenta valorum.
  • Denário: moeda com 9 gramas de prata a 23 quilates, valendo cem valorum.
Moeda padrão do comércio imperial. Apelidada de "soldo", por ser a moeda padrão para pagar soldados imperiais. A aristocracia imperial (viscondes, condes, marqueses e duques) podem cunhar denários.


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Moedas de ouro
  • Terço de sólidus: moeda com 1,5 gramas de ouro a 4 quilates, valendo trezentos valorum.
  • Meio sólidus: moeda com 3 gramas de ouro a 8 quilates, valendo quinhentos valorum.
  • Sólidus: moeda com 4,5 gramas de ouro a 11 quilates, valendo mil valorum.
Normalmente usada por nobres, comerciantes e aventureiros, para carregar e trocar grandes valores de forma prática. Apenas o senado pode fabricar moedas de ouro.

Os "meios" e "terços" podem ser bastante literais: sólidus e denários cortados em dois e três pedaços existem. Alguns comerciantes não os aceitam porque quem corta moedas assim costuma ficar com algumas lascas para si, diminuindo o valor da moeda.

Todas as moedas imperiais pesam um total de dez gramas cada uma.

O Império do Norte também usa os seguintes itens para grandes transações:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0c/Clou_127.jpg/320px-Clou_127.jpgPrego abençoado: por serem portáteis e de grande aplicação prática, são muitas vezes usados como dinheiro. Um desses vale 10 sólidus ou dez mil valorum.

Imperium: moeda com 10 gramas de alumínio a 22 quilates, valendo 100 sólidus ou cem mil valorum. Essas moedas são raras, feitas quando Diveus esquentou certos minérios a temperaturas tão altas que criou a "prata divina", alumínio. Esse metal leve e prateado foi então cunhado em moedas na forma de discos solares, com bordas serrilhadas que dificultam o cerceio.

Cada culto do panteão nortenho também cunha medalhas de bronze, prata e até ouro, plenamente aceitáveis como dinheiro para quase todo mundo.

Em outras terras, existem outros tipos de dinheiro: Khejal usa lascas de khejalita ao invés de moedas de prata; umóks muitas vezes usam pérolas coloridas; kosinbianos trocam obsidiana polida e búzios vermelhos; Nanpuu tem moedas de cerâmica laqueada que são praticamente obras de arte. Nos domínios dracônicos de Drakhazin, cédulas de papel são um dinheiro cujo valor é lastreado pelos tesouros de dragões, semelhantes às notas promissórias de guildas e bancos imperiais. Os goblinoides usam tendões e ossos apropriados para fabricar arcos compostos, entre outras coisas. Kavajanos usam moedas feitas de couro de megatério ao invés de cobre.

Nota - Nesse sistema, grupos que quiserem lidar com moedas, câmbio e outros detalhes, usam "trinta meio denários", "quinze denários" ou "150 decanumos", todos valendo 1500 valorum. Quem quiser simplificar, simplesmente usa "valorum", como se fosse reais modernos: algo vale dez valorum, mil valorum, etc. Quem não quer complicação, usa sólidus, denário e decanumo, respectivamente equivalentes às moedas de ouro, prata e cobre de D&D.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Dinheiro nas Terras Goblinóides

     Nas Terras Goblinóides, as tribos ficam mais selvagens conforme alguém avança terra adentro. Algumas estão tão longe da influência civilizadora do Império do Norte, ou entrepostos comerciais no Rio de Fogo e nas costas do Oceano do Encontro, que desdenham de moedas de cobre, prata, ouro, alumínio e até gemas. Ainda assim, existem opções aceitas por todos para negociar com desconhecidos que talvez nem falem uma língua compreensível:



     Quantidades de bronze ou ferro fundido são usados por muitas tribos. Bolotas pequenas, pontas de lança sem fio e lingotes pesados são alguns dos formatos e tamanhos usados. São o mais próximo das moedas usadas por povos civilizados, mas o seu valor é como matéria-prima para armas, armaduras e ferramentas. Vários comerciantes grouros tem sucesso em negociar peles em troca do bronze e ferro produzidos em sua terra natal. Cambistas em Grória trocam medidas de peso em bronze e ferro ao dobro em, respectivamente, cobre e prata. Se alguém procurar com cuidado, vai encontrar um ou dois dispostos a trocar um crânio selado ou cabeça encolhida por um sólidus inteiro.

     Crânios selados e cabeças encolhidas: Goblinóides acreditam que a alma fica na cabeça e que é possível matar alguém de forma a prender o seu espírito no crânio ou cabeça, se este não for danificado e as fendas forem seladas com cera. Um item desses é valioso tanto pelo simbolismo quanto pelos usos práticos em certas destilados alquímicos medicinais, rituais divinatórios e familiares necromânticos.
      Chifres e tendões apropriados para fabricar arcos compostos são valorizados. Verdade ou não, a crença de que animais poderosos resultam em arcos melhores aumenta e muito o valor da mercadoria, então vale a pena contar sobre a caçada ou combate. Cinco pares de chifres ou vinte tendões medianos equivalem a um arco composto comum. Mas dependendo da qualidade do material e entusiasmo pela história, um goblinóide pode trocar um único chifre ou tendão por entre cinco a dez promes.

     Arcos compostos com sinais de uso. Cada arco desses é um item valioso que corresponde à maior parte da fortuna de um nômade komatai e levou um ano para ser feito. Nessas regiões, armas assim não são vendidas, apenas recuperadas de corpos. Um arco composto qualquer pode ser trocado por outra arma. Se for reconhecível como vindo de uma tribo inimiga, chega a valer de cinco a dez "promes".
     "Promes", "promessas" em komatai, são totens ou símbolos divinos tribais talhados em âmbar e dados a quem beneficia os membros da tribo. Todos que compartilham o respectivo totem ou deus aceitam ajudar quem lhes dá uma destas relíquias. Um único prome rende um dia de hospedagem e comida ou ser presenteado com um item comum. Muitos promes podem valer por uma passagem a bordo de um drakoi ou um bando de guerreiros lhe acompanhando.


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