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sábado, 9 de dezembro de 2017

Gumera





https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/41/Waspstinger1658-2.jpg 

     Esses monstros são fruto do pior tipo de magia negra: selvagem, descontrolada, podendo causar mais mal ao usuário do que o alvo. O ritual é tabu na terra onde foi criado, Drakazin. O que se sabe é que certos materiais coletados de cadáveres e plantas tóxicas devem ser misturados ao barro para fazer um recipiente. Este deve ser grande o suficiente para conter todas as criaturas que serão colocadas nele. Se o recipiente for quebrado ou aberto antes dos sons lá dentro cessarem, tudo ali dentro morre e deve-se começar novamente.

     Em pequena escala, um feiticeiro coloca diversas criaturas venenosas em um jarro especialmente preparado. Assim, a criatura sobrevivente tem o veneno acumulado de todas as que foram colocadas. A mistura mais comum é trancar vespeiros dentro do recipiente e esperar até os zumbidos e sons úmidos pararem. O resultado é uma granada venenosa, que solta algo descrito como feito de "asas, ferrões e nada mais" pelo cronista Jin Kaiwan.

    Em grande escala, pode-se criar uma espécie de quimera poderosa. O processo é imprevisível, a criatura resultante é sempre única, exceto que combina os piores traços do que foi colocado. Por exemplo o dragão Genxun, membro da dinastia elemental azul e regente da província de Xu, possui o caldeirão Jincan. Quem falha com suas obrigações é colocado lá dentro e devorado pela coisa no interior, parecida com uma estrela-do-mar gigante feita de cinco vermes fundidos. Rebeldes locais sonham pelo dia em que conseguirão soltar a gumera e fazê-la atacar o dragão.

sábado, 30 de setembro de 2017

Alquimia em ATMA

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/Joseph_Wright_of_Derby_The_Alchemist.jpg/463px-Joseph_Wright_of_Derby_The_Alchemist.jpg

     Enquanto muitos pensam em magia como uma energia, alquimistas a entendem como um elemento, uma substância com a propriedade única de alterar e interagir com outras, amplificando as características de certos ingredientes e até manifestando os traços pan-simbólicos de um material.
  
     Por exemplo, gordura de troll e água pura geram apenas uma gosma fedorenta. Mas adquirindo alguma forma de “catalisador mágico”, seja pó de fada, pérolas khejali ou os tecidos manadiposos de bestas mágicas, a mesma mistura pode se tornar uma poção capaz de regenerar pernas e pulmões. Mesmo as versões diluídas curam cortes profundos e ombros deslocados em segundos.

     Qualquer produto alquímico exige habilidade e compreensão de princípios concretos e abstratos, técnicas únicas e concentração. A mesma receita preparada da mesma forma por alquimistas diferentes gera resultados distintos simplesmente porque eles tem as suas perspectivas particulares. Como Abu Nagarjuna conta em Micro-Alquimia: Investigação por Ampliação Profética nas Reações entre Componentes Materiais, Elementais e Abstratos das Fórmulas Amarantas de Anticoncepção, ele redescobriu a fórmula para o bálsamo anticoncepcional amaranto mas percebeu que, devido à ausência de um credo coletivo, o efeito era falho. Contudo, após anos de propaganda a mesma fórmula era muito mais eficaz, pois milhões passaram a acreditar que ela funcionava desta maneira.


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